7 de julho de 2020

Você tem medo de morrer?

Um texto e reflexão de Monja Coen...

O que é a morte? O que é morrer?

É possível que o tema da morte tenha rondado sua vida devido à pandemia do coronavírus. Percebemos que muitas pessoas têm intensificado seu estado de ansiedade por medo de adoecer e, principalmente, de morrer.

Perguntamos a você:

Há vida depois da morte?
Há morte durante a vida?
Há vida durante a vida?
Vida e morte estão separadas?
O que é vida-morte?

Sabemos que o momento é desafiador, mas procure respirar conscientemente por alguns instantes e perceba a vida que existe ao seu redor, acontecendo agora mesmo.

Mais importante que pensar na morte é refletir agora sobre a vida. A vida que existe no momento presente.

Preparar-se para a morte é cuidar da vida. É estar pronto(a) a cada instante, fazendo o melhor que podemos. Nunca saberemos quando as causas e condições que tornaram possível nossa vida serão rompidas.

Pelos que se foram, lamentamos. Pelas famílias, pelo país, pelo planeta. Que possam seguir em paz e tranquilidade. E nós, que ficamos aqui, completaremos o que tiver que ser terminado com a ternura e cuidado do amor que desconhece fronteiras.

Agora veja só…

Em determinado momento de sua trajetória, Xaquiamuni Buda descobriu o potencial de sua mente através da meditação zazen. Aos 80 anos, ele morreu. E não foi apenas seu corpo físico que deixou de existir, mas a ideia de um eu separado e único. Buda atravessou o rio do nascimento, velhice e morte e chegou à margem do nirvana, a grande paz, pleno de conhecimento e compaixão.

Convidamos você à reflexão: quais aspectos de sua vida precisam morrer para que possa seguir em frente, a caminho da paz interior?

Que possamos todos nos tornar o Caminho Iluminado.
Apreciando a vida-morte.
Sem a morte, não há vida manifesta.

Gassho,
Equipe Zazen / Monja Coen Roshi

21 de janeiro de 2020

Como Amar Sem se Apegar? - Sadhguru e suas sábias palavras

Sadhguru  fala neste vídeo sobre o significado do amor e fala sobre um (ou realmente dois!) tipos de casos de amor garantidos.


No yoga, não olhamos para nada
como amor, ódio, felicidade, tristeza.
Não olhamos para isso dessa maneira.

Nós apenas olhamos desta maneira:

Você quer ser agradável ou desagradável?

Se você se tornar agradável em seu
corpo, nós chamamos isso de saúde.

Se você se tornar muito agradável,
nós chamamos isso de prazer.

Se sua mente se torna agradável,
chamamos isso de paz.

Se isso se torna muito agradável,
chamamos isso de alegria.

Se as suas emoções se tornarem
agradáveis, chamamos isso de amor.

Se elas se tornam muito agradáveis,
nós a chamamos de compaixão.

Se as suas próprias energias de
vida se tornarem agradáveis,
chamamos a isso de bem-aventurança.

Se elas se tornam muito agradáveis,
chamamos isso de êxtase.

Se o seu entorno tornar-se agradável,
chamamos isso de sucesso.

Então, os outros nomes que você dá
estão apenas levando à confusão.

Devo ser amoroso?
Você não tem que ser amoroso.

Apenas seja agradável em seu corpo,

agradável em sua mente,

agradável em suas emoções,

agradável em suas energias,

você será um ser maravilhoso.

Se suas emoções são agradáveis,
se alguém vier aqui,
você pode compartilhar essa
agradabilidade com eles.

Se as suas emoções são desagradáveis,
com certeza, você vai compartilhar
isso com as pessoas, não é?

Sim ou não?

Então, você não pode..
você não pode fazer algo que você não é.

Se este estiver se sentindo
agradável agora,
será naturalmente agradável com tudo.

Se este estiver se sentindo desagradável
agora, será desagradável com tudo.

Então, em vez de ver como
tornar este corpo agradável,

você quer ser agradável com alguém -
isso é ser amoroso.

Você não tem que ser amoroso.

Se tudo dentro de você
se tornou agradável,

o que for necessário naquele
momento, você vai fazer.

Se você precisa dizer coisas
agradáveis, você vai dizer isso.

Se você precisar dizer algumas
coisas difíceis, você dirá isso,

mas sem nenhum desagrado em você.

16 de janeiro de 2020

Por que adquirimos doenças graves?


No budismo, nós dizemos que as doenças existem e que elas fazem parte da nossa natureza humana. E quando nós somos acometidos com alguma doença, nós não consideramos que isso é um castigo divino ou que possa estar pagando algum karma do passado. É um karma, sem dúvida nenhuma. A doença atinge uma pessoa e não atinge a outra. Por quê?

Talvez mais do que perguntar por quê, devemos dizer: O que eu posso fazer com isso? Como é que eu cresço dentro disto? Como essa doença pode se tornar um portal para minha iluminação e sabedoria perfeita?

E não é um obstáculo. Nós achamos que só as coisas boas são bênçãos, e que se vem alguma coisa negativa, é alguma coisa prejudicial que eu fiz e tô pagando algum pecado. Nem sempre. Muitas vezes, vêm problemas e dificuldades, inclusive doenças, para que possamos apreciar verdadeiramente a vida. Apreciar e sentir gratidão. Sentir gratidão até pela doença, porque ela nos faz refletir como nada é fixo, nada é permanente.

Hoje, a ciência tem se desenvolvido muito, mas também sabemos que 90% dos nossos genes estão adormecidos e eles são acordados através do nosso emocional, então observe como está o seu emocional. Como é que essa doença chegou até mim? Que emoções eu tive? Em que momento eu tive uma abertura a essa canal de emoções em que esses genes que não tinham em ninguém da minha família adormecida despertaram em mim?

Então tem a ver conosco, sim, tem a ver com a nossa vida e tem a ver com a nossa maneira de respondermos aos problemas, às doenças e às dificuldades. Será que somos capazes de agradecer até mesmo a dor e a doença?







13 de janeiro de 2020

Meditação faz bem? O que diz a Neurociência?

Meditar faz bem, mas tem algumas contraindicações sobre as quais nem todo mundo fala, e que podem fazer toda a diferença, para melhor ou para pior, na sua experiência.

A mestre e doutora em Neurociência pela USP com pós-doutoramento pela University of Chicago, Claudia Feitosa-Santana, conta o que a meditação pode fazer por você, e em que é preciso prestar atenção na hora da prática.


Ao final do vídeo Cláudia deixa uma mensagem a que assiste:

"Como é quase impossível responder a cada um de vocês, resolvi fazer uma resposta geral para as dúvidas e os comentários mais frequentes. Vamos lá"

1- Sobre a meditação para ansiedade e, principalmente, para TAG:
Como expliquei no vídeo, essa contraindicação é para fazer sozinh@ aumentando as chances de possíveis efeitos negativos (aumento e/ou descontrole da ansiedade, despersonalização, alucinação, entre outros). Nos EUA, meditação não consta como tratamento para TAG pelo NIH(1) visto que os artigos de meta-análise(e.g., 2) são inconclusivos para os transtorno de ansiedade em geral e, um desses artigos, mostra que mesmo aliviando sintomas, o paciente continua com o transtorno(4). Isso não significa de forma alguma que meditação faz mal, mas é preciso ter cuidado e não prometer um milagre para aquele que busca no ato meditativo a solução para sua ansiedade. Na Inglaterra, o NHS(3) recomenda que o relaxamento aplicado, técnicas de respiração para controlar a ansiedade no TAG, seja feito com supervisão. Portanto, o mesmo se aplicar para meditação. Essa é uma recomendação e isso não significa que todos pacientes com TAG terão problemas em meditar sem supervisão.

2- Sobre possíveis efeitos negativos da meditação:
Para quem não consegue meditar sozinho ou teve/tem efeitos negativos (4), vale lembrar que existem muitos grupos onde a participação é gratuita e a pessoa que precisa ser guiada pode usufruir desse benefício sem custos. 

3- Sobre o poder da indústria farmacêutica e sua influência na produção científica: 
Infelizmente, essa é uma verdade, mas por isso existem uma série de condutas e procedimentos para controlar essa influência como, por exemplo, comitês de ética, declaração de conflito de interesses, declaração da fonte de financiamento, etc. Mais uma vez, infelizmente, a indústria farmacêutica é uma das responsáveis por parte da sociedade hoje desacreditar de estudos científicos.  

4- Por último, mas não menos importante, muitos ouvintes dizem que a meditação é única e exclusivamente do campo espiritual e de Deus e que a ciência não deveria se meter. 
Explico: o papel da ciência nada tem a ver com a espiritualidade da meditação assim como nada ter a ver com Deus. E por quê? Para podermos provar benefícios espirituais assim como a existência de Deus, precisaríamos poder testar a não existência dos mesmos, ou seja, deveríamos ter a possibilidade de testar e provar que não existe benefício espiritual com meditação e que não existe aproximação de Deus no ato meditativo, mas ambas são impossíveis para a ciência. Portanto, cabe aos cientistas a humildade e o respeito com essas questões, seja a espiritualidade ou Deus. A ciência pode apenas estudar os efeitos e/ou correlações da meditação com os aspectos mensuráveis (cientificamente) do ser humano.  

Todas as fontes bibliográficas de comprovação científica citadas e usadas no vídeo e no comentário estão na descrição do vídeo.

Namasté!

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